Para já poucas...
Mas a mudança está a chegar.
Palpita-me que hoje é o primeiro dia.
Comecei a ler um livro que todos os mortais já leram. Aproveitei uma viagem de comboio para ter Gabriel Garcia Marques como companheiro e decidi descobrir exactamente o que significa amar em tempos de cólera, saber se aquilo que sinto é amor, é cólera, ou nada.
Hoje sinto que acordei novamente, de uma letargia que me dopava os sentidos, que me amordaçava a boca e me amarrava os membros. Acordei para um pesadelo de dor, de ausência.
Mas a mudança está a chegar, eu sinto-a.
Só não sei se quero mudar, e se quiser para onde? Que rumo tomar?
Mas a mudança está a chegar. E eu não a quero evitar.